
Por Carolina Gomez da Silva
Após uma amostra de caos, do feriadão de 7 de setembro, muitos moradores e turistas estão apavorados. O vilarejo tranqüilo deu lugar a baderneiros.
Som automotivo, consumo de drogas, assaltos, pessoas descontroladas, propriedades invadidas, tráfego nas praias e sobre os sambaquis, carros, e mais carros, é o fim.
Ausência de fiscalização e desordem.
Cenário de destruição, paraíso ameaçado.
S.O.S Farol de Santa Marta, depois da “amostra”, o que restou foi, no mínimo, um despertar. Aqueles que queriam ou não este tal “desenvolvimento” perderam o sono, estão apavorados e neste momento resta à reflexão.
Na defesa dos interesses coletivos, este grito S.O.S sai da garganta como um último suspiro, de uma comunidade que completou 101 anos, desde a primeira canoa e Seu Elisiário na Prainha, à invasão de mais de 1000 carros de lugares vizinhos e seus motoristas embriagados.
Não é só a Prainha que vêm sofrendo com os invasores, muitas vezes possuídos de agressividade indescritível e incontrolável.
Os sítios arqueológicos vêm sendo depredados e as praias viraram estradas.
Não se têm um levantamento preciso do que acontece com o ambiente, sensível e delicado como estes, em que nos fins de semana, feriados e temporada são constantemente invadidos por pneus gigantes agressivos, arrancam, matam plantas, ninhos e a história.
A descaracterização da vila, por casas “modernas”, outra interferência, a qual fere um dos principais atrativos turísticos do Farol de Santa Marta: a arquitetura simples açoriana.
Modernismo?
Casas maiores, por exemplo, que a igreja de São Pedro!
Neste assunto, fica a frase do movimento em 2002: “Farol de Santa Marta, lugar de pequenas casas”.
S.O.S Farol de Santa Marta, ainda há tempo, mas tem que ser agora.
O Farol de Santa Marta pede socorro, para que este monumento, que não é apenas a torre do farol, sobreviva.
Que este pedacinho que sobrou do litoral de Santa Catarina, possa resistir a tanta agressão.
Que neste espaço se tome medidas de proteção e tenha um tratamento diferenciado.
Clamamos por um pouco mais de sensibilidade.

Pedimos apoio e a participação de todos, para em ações conjuntas de proteção e educação, manter e melhorar a condição de vida local do ambiente e de tudo que depende dele.
Nossos filhos agradecem.




Fotos: J.B Andrade e Carolina G. da Silva