sosfaroldesantamarta@gmail.com

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Usina Eólica Ameaça a região do Cabo


“Toda área ocupada pelos aerogeradores é gravemente degradada – terraplanada, fixada, fragmentada, desmatada, compactada, alteradas morfologia, topografia e fisionomia do campo de dunas”.



(Carta Aberta dos movimentos sociais, redes e fóruns Socioambientalistas, usinas eólicas na zona costeira do Ceará).



























Energia eólica também pode gerar impactos negativos

Por Jeovah Meireles

As usinas eólicas estão promovendo profundos impactos ambientais e sociais negativos ao longo do litoral cearense. As que estão operando e as em fase de instalação nos campos de dunas revelaram que toda a área ocupada pelos aerogeradores é gravemente degradada - terraplenada, fixada, fragmentada, desmatada, compactada, alteradas a morfologia, topografia e fisionomia do campo de dunas -, pois se faz necessário a manutenção de uma rede de vias de acesso para cada um dos aerogeradores e resguardar a base dessas estruturas da erosão eólica.

Com isso iniciou-se um generalizado e aleatório processo de fixação artificial, extinção dos sítios arqueológicos e privatização destes sistemas ambientais de relevante interesse socioambiental. A produção de energia eólica é necessária, desde que preserve as funções e serviços desses complexos sistemas naturais que combatem as consequências previstas pelo aquecimento global.
As dunas representam reservas estratégicas de sedimentos, água, paisagens e ecossistemas que desempenham relações sócio-econômicas vinculadas ao uso ancestral e sustentável das comunidades litorâneas e étnicas. São de interesse direto dos turistas que vêm conhecer paisagens únicas no planeta. Com a industrialização das dunas, a degradação está alcançando os manguezais, praias e margens dos estuários. As aves migratórias que vêm da América do Norte (várias em risco de extinção) irão encontrar nas suas rotas sobre o rio Timonha, as praias de Camocim, Acaraú e Beberibe e, provavelmente, sobre os manguezais de Icapuí, moinhos decepadores com 80 metros de altura. Um dos mais complexos conjuntos de dunas do litoral cearense & o campo de dunas do Cumbe, no município de Aracati & está em acelerado processo de degradação com a implantação de mais de 70 aerogeradores. Provocaram a fragmentação e completa artificialização da paisagem dunar, o soterramento das lagoas interdunares e danos irreparáveis aos achados arqueológicos.

A comunidade de pescadores, revoltada com a abertura das estradas para o tráfego de caminhões, tratores e gruas de grande porte por dentro da vila, sobre as dunas e sítios arqueológicos, decidiu fechar o acesso das máquinas devoradoras de areia e do modo de vida comunitário. Os parques eólicos estão se avolumando de forma descontrolada.

Existem outros locais com elevado potencial eólico - os tabuleiros litorâneos -, descartados pelo fato de ter-se levado em conta exclusivamente os custos econômicos na decisão de ocupar as dunas. Inexiste um plano regional para definir áreas mais adequadas para esta importante e necessária fonte de energia limpa e renovável. Mais uma vez não foram levados em conta os princípios da precaução, da prevenção, do direito humano fundamental e da manutenção da diversidade de paisagens e da biodiversidade dos ecossistemas costeiros. A indústria da ``energia limpa`` está conduzindo um provável ``apagão`` das dunas do litoral cearense.

Jeovah Meireles - Departamento de Geografia da UFC. Programa de Pós-graduação em Geografia/UFC meireles@ufc.br

Fonte: O Povo Online


terça-feira, 9 de agosto de 2011

REUNIÃO COMUNITÁRIA





CONVITE


DIA 13 DE AGOSTO DE 2011

SÁBADO 17h:00min


SALÃO PAROQUIAL DO FAROL





ASSUNTO : A MORTE ANUNCIADA DO FAROL DE SANTA MARTA





Traga a sua família para assistir vídeos e ver as imagens do que já está acontecendo e o que está sendo previsto para depois do asfaltamento da Estrada Geral.



É HORA DE REFLEXÃO



CHEGA DE ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA

CHEGA DE ESGOTO


CHEGA DE DESTRUIÇÃO



É HORA DE DECIDIRMOS JUNTOS O QUE REALMENTE QUEREMOS PARA O FUTURO



VOCÊ ESTÁ SENDO CONVOCADO!



O FAROL DE SANTA MARTA PRECISA DE AJUDA


É HORA DE DAR AS MÃOS!


Realização:


Rasgamar – Na Defesa da Natureza

Associação dos Pescadores Artesanais do Cabo de Santa Marta Grande - APAFa

Associação Amigos do Farol


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Análise da Audiência Pública da Rodovia SC-100

Ofício 013-2011
Cabo de Santa Marta Grande, 01.08-2011.


Ao Presidente da FATMA-SC.
Murilo Xavier Flôres

C.c

Ao Ministério Público Federal – Tubarão, SC.
Procurador Michael von Mühlen

Ao IPHAN/SC
Ulisses Munarin

Ao ICMBio - APA da Baleia Franca
Maria Elizabeth Carvalho da Rocha

Ao GRPU-Florianópolis, SC.
Isolde Espíndola

Assunto: Documento elaborado com base na Audiência Pública realizada no dia 21 de julho de 2011 na comunidade de Passagem da Barra, Laguna, SC, para apresentação e discussão do EIA/Rima da Rodovia SC-100 (Interpraias) trecho Barra do Camacho – Balsa



Senhor Presidente,


Nós do movimento socioambiental, diante deste documento, gostaríamos de encaminhar o nosso estranhamento frente a falta de transparência verificada na trajetória do processo de licenciamento de instalação do lote nº5 – trecho Barra do Camacho - Balsa.

Durante a Audiência Pública realizada no dia 21 de julho de 2011, na localidade Passagem da Barra, pudemos verificar uma efervescência do público presente a favor de um empreendimento que trará para a região em questão uma projeção do desenvolvimento econômico, sobretudo a partir da dinamização do “turismo de massa”.

No entanto, conforme os técnicos contratados pela empresa responsável pelos estudos que integram o EIA/RIMA, a região possui uma precária infra-estrutura, o que nos leva a pensar que com a projeção delineada pelo estudo, se torna urgente uma ação enérgica afim de não piorarmos a situação atual.
Ademais, no local do empreendimento está situado no nosso manancial de água, proveniente de nosso aqüífero, o qual abastece as comunidades moradoras na área de influência direta do empreendimento.

Considerando nossa análise da audiência, segue algumas falas que podemos notar o relatado acima:

“Nem nós da Prefeitura Municipal de Laguna conhecíamos esse projeto”.

A fala do secretário de Planejamento do município, Jefferson Crippa, deixa claro o quão discutido e democrático foi o projeto da Rodovia SC-100 no trecho compreendido entre a Barra do Camacho e a Balsa. Ninguém conhecia o projeto da estrada.
Outra fala que causou uma reflexão de técnicos presentes foi a do biólogo Diego Miguel Perez. Ao ser questionado sobre a travessia de animais silvestres o mesmo respondeu: “Se eu cavar ali só encontrarei água, travessia submersa só para boto”, afirmou.

O representante do DEINFRA, questionado sobre o nível da estrada na comunidade do Canto da Lagoa respondeu que já tinha solicitado cuidados com essa questão, mas não convenceu. O mesmo afirmou que os veículos que circulam naquele trecho são na maioria de passeio, fato que reforça a proposta que não precisa asfaltar a estrada.

Os próprios representantes do movimento “Pró-Asfalto” fizeram várias reclamações sobre questões como: Travessia das canoas na Lagoa do Noca, ciclovia, o “aterro” da estrada e por que a obra teria começado sem o licenciamento?

A bióloga Fabiana Heidrich Amorim ao ser questionada em relação à estrutura turística e os impactos negativos do aumento da visitação ao local respondeu que existe deficiências e precisa ser estruturado.

Sobre os impactos futuros da estrada sobre o ambiente natural e a projeção do uso e ocupação do território em cinquenta anos, respondeu que seria responsabilidade do Plano Básico Ambiental e do município alertando para o Zoneamento Ecológico Econômico.

O traçado da estrada, apresentado pelo empreendedor em “Google Earth”, também mostrou que precisa ser adequado. Serão feitas alterações “cortes” no ambiente natural na Passagem da Barra e na intersecção para o Farol de Santa Marta, “para um melhor desenho da rodovia”.

Na intersecção para o Farol de Santa Marta o novo traçado adentra sobre a área proposta do Parque Natural e Arqueológico, que já possui o aval da FATMA, e região do aquífero Santa Marta cortando banhados e comprometendo o futuro da qualidade da água que abastece a região.

A largura da estrada também é outro fator a ser adequado, pois na comunidade de Passagem da Barra e Canto da Lagoa ficou evidente que o novo traçado invade as propriedades, fato que precisa ser discutido e planejado preliminarmente, assim como as demais desapropriações que segundo EIA/Rima serão em número de 44.

A faixa de domínio da rodovia definida, 60,0m (37,50 LD e 22,50 LE), deve ser apresentada em futuras reuniões para maior esclarecimento de forma que os proprietários não sejam surpreendidos com a limitação do uso dessas áreas, bem como, nas de Domínio da União e de uso comum (APPs).

A alteração da qualidade da água trata-se de um impacto que tem a fase crítica de seus aspectos negativos na fase de implantação da rodovia, porém durante a fase de operação as águas de chuva, ao lavarem as pistas, acostamentos e áreas auxiliares, carregam todo tipo de resíduos, desde lixo lançado indevidamente pelos usuários da rodovia até detritos de desgaste de pneus, peças de automóveis e caminhões e óleos vazados dos veículos (PROSUL,2006).

O patrimônio arqueológico da região considerada única no mundo também foi citado pelo secretário de planejamento do município, Jefferson Crippa.

O IPHAN está ausente do processo e necessariamente terá que se manifestar para que haja o licenciamento ambiental, conforme Lei Federal nº 6.924/61 e nº 6.513/77, além da Embratur e o GRPU.

No mais a audiência pública serviu para dar ciência ao público, pela primeira vez, do projeto de asfaltamento que está sendo imposto para a região e que muitas condicionantes terão que ser cumpridas para sua execução.

O tipo de pavimento a ser usado na estrada em alguns trechos NÃO PODE SER ASFALTO.
Citamos a margem da Lagoa de Santa Marta onde o EIA/Rima alerta para a preocupação com os ambientes lacustre ao longo da Rodovia, além da região do aqüífero Santa Marta localizado entre a comunidade de Canto da Lagoa e Cigana.

No EIA/Rima elaborado pela PROSUL – Projetos, Supervisão e Planejamento, disponível no site da FATMA não constam os mapas necessários para uma maior avaliação do meio como: Mapa geológico, pedológico, de recursos hídricos, de áreas protegidas, etc.

(...) Possibilidade da região se tornar um pólo turístico pelas belezas naturais e principalmente pelo potencial histórico e arqueológico, que poderá ser potencializado com novos investimentos no turismo cultural.
O empreendimento pode estimular a utilização adequada dos recursos naturais, na exploração sustentável do turismo, fazendo com que estes recursos gerem renda, sem alterar a sua forma natural (praias, dunas rios, sítios arqueológicos etc). (PROSUL, 2006).

O EIA/Rima não confere com o que já está acontecendo nos trechos em que a Rodovia foi implantada onde a especulação imobiliária e a pressão humana estão invadindo áreas protegidas, aniquilando a população tradicional e os recursos naturais, descaracterizando o destino turístico e atraindo cada vez mais o “turismo de massa”.

Esses acontecimentos futuros, “Pós Rodovia” é que nos preocupam, pois deixam claro que os programas previstos no EIA/Rima para solucionar todos os tipos de problemas ou inexistem ou não funcionam.

Uma reunião comunitária será realizada no dia 13 de agosto de 2011, as 17h:00min, no Salão Paroquial do Farol de Santa Marta para debater o projeto apresentado na audiência pública, fazer algumas projeções e encaminhar um documento comunitário para os órgãos, afim de evitar o que está previsto.

Um dos assuntos que irá ser discutido na reunião comunitária do Farol de Santa Marta é a legitimidade da UAPI (União das Associações de Pescadores da Ilha) que de UNIÃO não existe nada. Não possui o aval das associações locais, está conduzindo o processo sem representante do Farol e decidindo a favor de um futuro catastrófico para a região.

Em se tratando de Farol de Santa Marta não podemos cometer o mesmo erro ocorrido em lugares “menos significantes” para o turismo, pois a perda desse atrativo afetará toda economia da região sul do estado de Santa Catarina, pois se trata de um local conhecido mundialmente e que abriga um verdadeiro PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE.

Por outro lado, quando lançado o movimento “Asfalto Já!” todos os políticos envolvidos e alguns moradores sempre falavam que a estrada seria feita no mesmo leito da atual e que o projeto seria discutido com toda a comunidade atingida. Pura falácia!

No Farol de Santa Marta, a comunidade que mais irá sentir os reflexos dessa obra, NÃO HOUVE NENHUMA REUNIÃO, fato que desencadeou protestos dos moradores, ambientalistas e usuários. Desde a audiência pública realizada em Jaguaruna, SC, esse pedido já tinha sido realizado.

O ramal que liga a comunidade da cigana com o Farol de Santa Marta não possui estudo, conforme (a apresentação da empresa contratada do EIA/RIMA) afirmou a bióloga Fabiana Heidrich Amorim, e além da necessidade em se realizar um estudo de impacto neste pequeno trecho, ainda deve ser discutido com os moradores da comunidade do Farol, em conjunto com o IPHAN e GRPU.

O trecho em questão atravessa campo de dunas móveis, área de sítios arqueológicos e áreas de domínio da União, como o caso da Praia do Cardoso, onde a estrada está localizada nos trinta e três metros de Terreno de Marinha.

Portanto, considerando a análise do projeto e do EIA/Rima apresentado no dia 21 de julho de 2011, na audiência pública, fica evidente a necessidade de se evitar um futuro catastrófico previsto para região :

>Poluição e alterações quantitativas e qualitativas dos recursos hídricos;
>Perturbação e aniquilamento de espécies de fauna;
>Destruição e desfiguração do Local de Interesse Turístico e suas características,
>Interferências nos hábitos e costumes da população tradicional;
>Descaracterização do patrimônio histórico-cultural arqueológico;
>Descaracterização do destino turístico Farol de Santa Marta já precário em infra-estrutura básica;
>Perda da qualidade ambiental e social para as futuras gerações, entre outros.

Acreditamos que seja possível e socialmente justo elaborar um projeto mais adequado com a nova tendência mundial visando trazer conforto sem interferir nas características locais onde prevalece a simplicidade, a beleza cênica da região e os hábitos e costumes tradicionais, certamente o maior atrativo turístico.

Diante disso, considerando um dos desdobramentos das justificativas do empreendimento no local “Valoriazação do Turismo considerando áreas de beleza cênica e atributos ecológicos da região do empreendimento”, vimos por meio deste documento reforçar a necessidade em dar maior transparência à sociedade e comunidades tradicionais que vivem na região, alertando-os para os reais impactos provenientes deste empreendimento.

Ademais, para dar atenção a um Turismo Sustentável na região, onde realmente haja preocupação com os atributos ecossistêmicos e seus serviços ambientais se faz necessário a “(re)construção” de uma proposta alternativa para este lote.

Considerando o contexto sugerimos:
1) Formação de uma comissão técnica para avaliar os impactos e novas alternativas, antes do licenciamento, envolvendo: GRPU, ICMBio, IPHAN/SC, FATMA, EMBRATUR, ANA, FLAMA e associação legítimas da sociedade civil;
2) Atendimento ao Ofício 010-2011 de 21/07/2011, entregue a FATMA na Audiência Pública, que trata de requerimento da ONG Rasgamar – Na Defesa da Natureza, Associação de Pescadores Artesanais do Cabo de Santa Marta Grande (A.P.A.Fa), Comunidade do Farol de Santa Marta e dos usuários do território denominado Local de Interesse Turístico;
3) Apreciação:
a) Da RESOLUÇÃO CNTur Nº 1.913/82 que institui como Locais de Interesse Turístico áreas localizadas na orla marítima do Estado de Santa Catarina incluindo o trecho XIV da Ponta do Tamborete até o Cabo de Santa Marta Grande (anexo);
b) Ao estudo do Complexo Lagunar Centro-Sul Catarinense - Valioso patrimônio sedimentológico, arqueológico e histórico de GIANNINI, Paulo César Fonseca. (Anexo);
c) Mapeamento de Análise Ambiental do Meio Físico, Biótico e Antrópico do EIA/Rima da carcinicultura no município de Laguna, SC, de GEO Consultores de Mineração e Meio Ambiente Ltda. (Anexo);
d) A Revisão de Áreas Prioritárias para Conservação da Biodiversidade (importância biológica) do pelo Ministério do Meio Ambiente denominado Ecótono do Cabo de Santa Marta sob código: MaZc025. (Anexo);
e) Ao artigo da Revista Brasileira de Pesquisa em Turismo v.4, n.1, p.5-23, abr. 2010 de SANTOS, Rafael José dos; ARANTES, Eduardo Manchon. Turismo e dinâmica cultural em uma comunidade de pescadores artesanais: o caso do Farol de Santa Marta em Laguna (SC). (Anexo);
f) Ao Estudo Preliminar da Riqueza de Avifauna da Restinga no Sul do Município de Laguna, SC de MENEZES, Ítalo Cardoso Bezerra. (Anexo);
g) Ao laudo, Aquífero Cabo de Santa Marta, do Geólogo Francisco José Coelho. (Anexo);
h) Da Política Nacional de Recursos Hídricos e Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, Lei 9.433/97;
i) Ao Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro;
j) Fatos e argumentos expostos no Ofício 003-2009 de 16/04/2009 e Ofício 001-2011 de 14/03/2011, protocolados nesta FATMA;
k) Arquivo fotográfico da região deste ofício.

Atenciosamente,


João Batista Andrade
Presidente da ONG-Rasgamar


Antônio Carlos Rabelo Bernardo
Presidente da Associação de Pescadores do cabo de Santa Marta Grande




Ausência de estrutura básica e ameaças:

1)Esgoto na Prainha do Farol. Verão 2010;
2)Ausência de reservas de estacionamento e visitação de massa;
3)Tráfego de veículos nas praias;
4)Depredação e perda do patrimônio arqueológico.


“Farol de Santa Marta é daqueles lugares onde se tem a impressão que o tempo parou” (GUIADEPRAIAS, 2004). “O Farol de Santa Marta emociona, encantos e magias da natureza mostram claramente que Deus foi generoso com a Comunidade de Pescadores que habita esse paraíso desde do ano de 1909” (TABLOIDEALTERNATIVO, 2004). A história da Região do Farol como espaço turístico é semelhante à de outras localidades, como Trancoso e Porto Seguro na Bahia, Canoa Quebrada no Ceará, Trindade no Rio de Janeiro e Garopaba, no próprio litoral catarinense, entre outros. No decorrer dos anos 1970 e 1980, estes lugares eram procurados por jovens oriundos dos centros urbanos na busca por espaços, temporalidades e estilos-de-vida que já não podiam ser encontrados
nos balneários eleitos pelas camadas médias e altas.
(SANTOS e ARANTES, 2010)

Fotos: Rasgamar


segunda-feira, 11 de julho de 2011

CARTA A TODOS OS POVOS DA TERRA

"Carta do Cacique Mutua a todos os povos da Terra

O Sol me acordou dançando no meu rosto. Pela manhã, atravessou a palha da oca e brincou com meus olhos sonolentos. O irmão Vento, mensageiro do Grande Espírito, soprou meu nome, fazendo tremer as folhas das plantas lá fora.

Eu sou Mutua, cacique da aldeia dos Xavantes. Na nossa língua, Xingu quer dizer água boa, água limpa. É o nome do nosso rio sagrado.

Como guiso da serpente, o Vento anunciou perigo. Meu coração pesou como jaca madura, a garganta pediu saliva. Eu ouvi. O Grande Espírito da floresta estava bravo.

Xingu banha toda a floresta com a água da vida. Ele traz alegria e sorriso no rosto dos curumins da aldeia. Xingu traz alimento para nossa tribo.

Mas hoje nosso povo está triste. Xingu recebeu sentença de morte. Os caciques dos homens brancos vão matar nosso rio.

O lamento do Vento diz que logo vem uma tal de usina para nossa terra. O nome dela é Belo Monte. No vilarejo de Altamira, vão construir a barragem. Vão tirar um monte de terra, mais do que fizeram lá longe, no canal do Panamá.

Enquanto inundam a floresta de um lado, prendem a água de outro. Xingu vai correr mais devagar. A floresta vai secar em volta. Os animais vão morrer. Vai diminuir a desova dos peixes. E se sobrar vida, ficará triste como o índio.

Como uma grande serpente prateada, Xingu desliza pelo Pará e Mato Grosso, refrescando toda a floresta. Xingu vai longe desembocar no Rio Amazonas e alimentar outros povos distantes.

Se o rio morre, a gente também morre, os animais, a floresta, a roça, o peixe tudo morre. Aprendi isso com meu pai, o grande cacique Aritana, que me ensinou como fincar o peixe na água, usando a flecha, para servir nosso alimento.

Se Xingu morre, o curumim do futuro dormirá para sempre no passado, levando o canto da sabedoria do nosso povo para o fundo das águas de sangue.

Hoje pela manhã, o Vento me levou para a floresta. O Espírito do Vento é apressado, tem de correr mundo, soprar o saber da alma da Natureza nos ouvidos dos outros pajés. Mas o homem branco está surdo e há muito tempo não ouve mais o Vento.

Eu falei com a Floresta, com o Vento, com o Céu e com o Xingu. Entendo a língua da arara, da onça, do macaco, do tamanduá, da anta e do tatu. O Sol, a Lua e a Terra são sagrados para nós.

Quando um índio nasce, ele se torna parte da Mãe Natureza. Nossos antepassados, muitos que partiram pela mão do homem branco, são sagrados para o meu povo.

É verdade que, depois que homem branco chegou, o homem vermelho nunca mais foi o mesmo. Ele trouxe o espírito da doença, a gripe que matou nosso povo. E o espírito da ganância que roubou nossas árvores e matou nossos bichos. No passado, já fomos milhões. Hoje, somos somente cinco mil índios à beira do Xingu, não sei por quanto tempo.

Na roça, ainda conseguimos plantar a mandioca, que é nosso principal alimento, junto com o peixe. Com ela, a gente faz o beiju. Conta a história que Mandioca nasceu do corpo branco de uma linda indiazinha, enterrada numa oca, por causa das lágrimas de saudades dos seus pais caídas na terra que a guardava.

O Sol me acordou dançando no meu rosto. E o Vento trouxe o clamor do rio que está bravo. Sou corajoso guerreiro, não temo nada.

Caminharei sobre jacarés, enfrentarei o abraço de morte da jiboia e as garras terríveis da suçuarana. Por cima de todas as coisas pularei, se quiserem me segurar. Os espíritos têm sentimentos e não gostam de muito esperar.

Eu aprendi desde pequeno a falar com o Grande Espírito da floresta. Foi num dia de chuva, quando corria sozinho dentro da mata, e senti cócegas nos pés quando pisei as sementes de castanha do chão. O meu arco e flecha seguiam a caça, enquanto eu mesmo era caçado pelas sombras dos seres mágicos da floresta.

O espírito do Gavião Real agora aparece rodopiando com suas grandes asas no céu.

Com um grito agudo perguntou:

Quem foi o primeiro a ferir o corpo de Xingu?

Meu coração apertado como a polpa do pequi não tem coragem de dizer que foi o representante do reino dos homens.

O espírito do Gavião Real diz que se a artéria do Xingu for rompida por causa da barragem, a ira do rio se espalhará por toda a terra como sangue e seu cheiro será o da morte.

O Sol me acordou brincando no meu rosto. O dia se abriu e me perguntou da vida do rio. Se matarem o Xingu, todos veremos o alimento virar areia.

A ave de cabeça majestosa me atraiu para a reunião dos espíritos sagrados na floresta. Pisando as folhas velhas do chão com cuidado, pois a terra está grávida, segui a trilha do rio Xingu. Lembrei que, antes, a gente ia para a cidade e no caminho eu só via árvores.

Agora, o madeireiro e o fazendeiro espremeram o índio perto do rio com o cultivo de pastos para boi e plantações mergulhadas no veneno. A terra está estragada. Depois de matar a nossa floresta, nossos animais, sujar nossos rios e derrubar nossas árvores, querem matar Xingu.

O Sol me acordou brincando no meu rosto. E no caminho do rio passei pela Grande Árvore e uma seiva vermelha deslizava pelo seu nódulo.

Quem arrancou a pele da nossa mãe? gemeu a velha senhora num sentimento profundo de dor.

As palavras faltaram na minha boca. Não tinha como explicar o mal que trarão à terra.

Leve a nossa voz para os quatro cantos do mundo clamou O Vento ligeiro soprará até as conchas dos ouvidos amigos ventilou por último, usando a língua antiga, enquanto as folhas no alto se debatiam.

Nosso povo tentou gritar contra os negócios dos homens. Levamos nossa gente para falar com cacique dos brancos. Nossos caciques do Xingu viajaram preocupados e revoltados para Brasília. Eu estava lá, e vi tudo acontecer.

Os caciques caraíbas se escondem. Não querem olhar direto nos nossos olhos. Eles dizem que nos consultaram, mas ninguém foi ouvido.

O homem branco devia saber que nada cresce se não prestar reverência à vida e à natureza. Tudo que acontecer aqui vai voar com o Vento que não tem fronteiras. Recairá um dia em calor e sofrimento para outros povos distantes do mundo.

O tempo da verdade chegou e existe missão em cada estrela que brilha nas ondas do Rio Xingu. Pronta para desvendar seus mistérios, tanto no mundo dos homens como na natureza.

Eu sou o cacique Mutua e esta é minha palavra! Esta é minha dança! E este é o meu canto!

Porta-voz da nossa tradição, vamos nos fortalecer. Casa de Rezas, vamos nos fortalecer. Bicho-Espírito, vamos nos fortalecer. Maracá, vamos nos fortalecer. Vento, vamos nos fortalecer. Terra, vamos nos fortalecer.

Rio Xingu! Vamos nos fortalecer!
Leve minha mensagem nas suas ondas para todo o mundo: a terra é fonte de toda vida, mas precisa de todos nós para dar vida e fazer tudo crescer.

Quando você avistar um reflexo mais brilhante nas águas de um rio, lago ou mar, é a mensagem de lamento do Xingu clamando por viver.


Cacique Mutua"

segunda-feira, 30 de maio de 2011

FAROL DE SANTA MARTA PEDE SOCORRO!

“Em nenhum outro lugar do mundo, praias, restingas, mangues, promontórios e lagoas, baleias, pássaros e peixes convivem em perfeita harmonia com sambaquis, oficinas líticas, ranchos de pescadores, embarcações, rendas e cantorias. Tamanha harmonia vem sendo ameaçada...”. IPHAN.





O Farol de Santa Marta ícone da beleza natural e cultural de Santa Catarina pode ser totalmente descaracterizado e destruído perdendo assim o atrativo turístico e empobrecendo as mais de duzentas famílias, descendentes de açorianos que ali se instalaram em 1909.

O que está sendo previsto para após o asfaltamento é catastrófico se for concretizado.

Doze loteamentos, destruição de sítios arqueológicos, proposta de parque eólico sobre o aqüífero, em área de banhado e no meio das dunas irão destruir áreas protegidas.

A ausência de saneamento básico na Prainha do Farol de Santa Marta que está sendo alertada pela comunidade a mais de vinte anos é ignorada pelos políticos municipais e estaduais.

A ausência de reservas de estacionamentos está superlotando as praias paradisíacas do Cardoso, Cigana e Grande onde as famílias estão sendo escorraçadas pelos motoristas, muitas vezes embriagados e descontrolados, que transformaram nossas praias em estrada. Uma verdadeira ameaça a vida humana e ambiental.

Os sambaquis, sítios arqueológicos datados de até 5.000 anos, também estão com erosões e desabando por causa do tráfego de motoqueiros e quadriciclos que não tem limites. Trafegam por todos os lados e está destruindo fauna, flora e aos poucos o que a natureza levou anos para construir.

O descaso com a ocupação descontrolada é outro fator que evidencia a total ausência do poder público com o Farol de Santa Marta. Além das inúmeras mansões que estão sendo aprovadas pela gestão municipal atual e descaracterizando a vila de pescadores não existe nenhuma ação que reprima o avanço da destruição pelos órgãos de defesa do meio ambiente, seja ele municipal estadual ou federal.

Somadas as futuras intervenções previstas inclusive as tramadas no Plano Diretor Municipal, podemos concluir uma morte anunciada para a região do Cabo de Santa Marta e Ilha de Laguna.

O Fato foi debatido no 1º Encontro de Ativistas Ambientalistas ocorrido no Farol de Santa Marta nos dias 21, 22 e 23 de abril de 2011, onde foi feita uma apresentação do problema e discutidas ações que deverão ser tomadas pelo grupo que participou do Encontro. A Chefe da APA da Baleia Franca, Maria Elizabeth Carvalho da Rocha e o Major Jerferson Fernandes, da Policia Ambiental de Laguna participaram da Abertura.

Dentre as últimas ações tomadas pela ONG-Rasgamar, foi o envio do segundo oficio ao MPF, 9ª Regional do Instituto Chico Mendes, Ricardo Casteli, Florianópolis, SC, e ao Presidente da Fatma, Murilo Xavier Flores. Os ofícios foram enviados com um anexo de 480 assinaturas.

Essas assinaturas compreendem a manifestação de turistas que tivemos contato no período de 2009 a 2010, pessoas de diversos estados e países, que visitam o Farol de Santa Marta em busca de um lugar para ter contato com a natureza preservada e sossego. Muitos imploraram por deixar a estrada natural.

Dos destinatários, somente o Presidente da Fatma enviou resposta que anexamos a este documento.

Nesse sentido estamos convocando a REDE para discussão do assunto com o objetivo de discutir esse problema seriíssimo que ronda a região do Cabo de Santa Marta.

Atendimento das prioridades:

- Considerando que se trata de um Local de Interesse Turístico instituído pela Resolução Federal do CNTur nº. 1.513/82;
- Considerando que o MMA apontou a região como Área Prioritária para criação de Unidade de Proteção Integral para conservação da biodiversidade;
- Considerando que na área estão localizados os maiores e mais preservados sítios arqueológicos do tipo Sambaquis do mundo, e a proposta de criação do Parque Arqueológico do Sul pela UNESCO.
- Considerando as ameaças, os problemas e as prioridades apresentadas pela ONG Rasgamar e comunidade do Farol de Santa Marta.

Recomendações:
- Audiência Pública para apresentação e discussão do EIA-RIMA e projeto da estrada;
- Laudo técnico de um engenheiro de estradas – custo/benefício;
- Laudo Hidrológico - mapa da água – plano de conservação e uso dos recursos hídricos;
- Medida compensatória deve ser usada no atendimento das prioridades;
- Controle imediato da ocupação e visitação da região do Cabo de Santa Marta Grande;
- Criação imediata de reservas de estacionamentos de modo que os carros fiquem fora da faixa de areia;
- Decreto imediato da Reserva Extrativista do Cabo de Santa Marta;
- Solicitar audiência pública do Parque Natural e Arqueológico que já possui o aval da FATMA;
- Realocação da ocupação das margens da Lagoa de Santa Marta;
-Substituir a camada asfáltica (piche) por lajotas devido à permeabilidade do solo, vocação turística e futura manutenção – Sugerir bloco lajota hexagonal em toda extensão da estrada;
- Preocupação com a poluição (escoamento de óleo e combustíveis na água) gerada pelo tráfego de veículos, na margem da Lagoa e aquífero Santa Marta;
- Estruturas de drenagem atravessando a estrada devem considerar a vazão máxima do curso de água e para onde vai a água;
- Ciclovia;
- Controle do tráfego de veículos de carga;
- Redutores de velocidade, vibradores;
- A iluminação pública, há de ser planejada, não pode ofuscar a fauna (travessia de animais silvestres) e os lampejos do Farol de Santa Marta (navegação e atrativo turístico);








SAIBA MAIS SOBRE A LEGISLAÇÃO E PARECER DO MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE SOBRE A REGIÃO ABAIXO

LEI 6.513/1977
DE 20 DE DEZEMBRO DE 1977

Dispõe sobre a criação de Áreas Especiais e de Locais de Interesse Turístico; sobre inventário com finalidades turísticas dos bens de valor cultural e natural; (...).

Art. 1º Consideram-se de Interesse Turístico Áreas Especiais e os Locais instituídos na forma da presente Lei, assim como os bens de valor cultural e natural, protegidos por legislação específica, e especialmente;

I – os bens de valor histórico, artístico, arqueológico ou pré histórico;
II – as reservas e estações ecológicas;
III – as áreas destinadas à proteção dos recursos naturais renováveis;
IV – as manifestações culturais ou etnológicas e os locais onde ocorram;
V – as paisagens notáveis;
VI – as localidades e os acidentes naturais adequados ao repouso e à prática de atividades recreativas, desportivas ou de lazer;
VII – as fontes hidrominerais aproveitáveis;
VIII – as localidades que apresentem condições climáticas favoráveis;
IX – outros que venham a ser definidos, na forma desta Lei;

Art. 4º Locais de Interesse Turístico são trechos do território nacional, compreendidos ou não em Áreas Especiais, destinados por sua adequação ao desenvolvimento de atividades turísticas, e à realização de projetos específicos, e que compreendam:
I – bens não sujeitos a regime específico de proteção;
II – os respectivos entornos de proteção e ambientação.
§ 1º Entorno de proteção é o espaço físico necessário ao acesso do público ao Local de Interesse Turístico e à sua conservação, manutenção e valorização.
§ 2º Entorno de ambientação é o espaço físico necessário à harmonização do Local de Interesse Turístico com a paisagem em que se situar.

Art. 18. Os Locais de Interesse Turístico serão instituídos por resolução do CNTur, mediante proposta de EMBRATUR para fins de disciplina de seu uso e ocupação, preservação, proteção e ambientação.

Art.30. (...)
Parágrafo Único. A aprovação de planos e projetos submetidos aos órgãos governamentais, e que devam realizar-se em Áreas Especiais de Interesse Turístico, será condicionada a verificação da conformidade dos referidos planos e projetos com as diretrizes da presente Lei e com os atos dela decorrentes.

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LEGISLAÇÃO BRASILEIRA DE TURISMO

CONSELHO NACIONAL DE TURISMO
RESOLUÇÃO CNTur Nº 1.913


Institui como Locais de Interesse Turístico áreas localizadas na orla marítima do Estado de Santa Catarina.

I – CARACTERÍSTICAS, LIMITES E ENTORNOS

Local – XIV
Situado no Município de Laguna

Começa na Ponta do Tamborete, seguindo rumo Sul pela Ponta do Gravatá, Praia do Gravatá, Praia do Siri, Praia da Tereza, Ponta da Ilhota, Praia de Santa Marta Pequeno, Cabo de Santa Marta Pequeno, Ponta da Galheta, Praia Grande do Norte e Cabo de Santa Marta Grande. Daí segue rumo Norte, por uma linha imaginária de 2(dois) km de largura, paralela à costa, até a Ponta do Tamborete.

Ao sul da cidade de Laguna, localiza-se este importante local, que é caracterizado pela existência das Praias do Gravatá, Siri e da Tereza, Todas de qualidade A. As Prais de Santa Marta Pequeno e Grande do Norte são de qualidade C. É importante acrescentar que as primeiras, por dificuldade de acesso, encontram-se ainda intactas.

Local é possuidor de um potencial turístico cênico bastante interessante: de um lado, a Lagoa de Santa Marta e de Santo Antônio e, do outro, o oceano, estando aí localizados os Cabos de Santa Marta Grande e Pequeno.



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Revisão áreas prioritárias para conservação da biodiversidade (importância biológica). Ministério do Meio Ambiente - MMA.

Ação prioritária: Cria UC - PI
Bioma: Mata Atlântica
Sub-bioma: Zc
Nome: Ecótono do cabo de Sta Marta
Código: MaZc025
Importância biológica: Extremamente Alta
Prioridade de ação: Extremamente Alta
Ação 1: ordenamento florestal e pesqueiro
Ação 2: estudos com espécies. Extremófilas para recuperação/biorremediação
Ação 3: Ordenamento da carcinicultura
Ação 4: Proteção das APPs
Ação 5: Ordenamento das atividades portuárias
Ação 6: -
Criação UC: Sim
Grupo UC: Proteção Integral


Características: Sistema de lagunas costeiras, alta produtividade e diversidade biológica, sítio histórico, berçário de mamíferos marinhos, ilhas, ocorrência de processo de ressurgência costeira, limite sul de manguezais na América do Sul, área transição entre ecossistemas tropicais e subtropicais, amplas áreas de marismas, ocorrências de praias arenosas com florações de diatomáceas (espécie-chave Asterionellopsis glacialis), importante barreira física para distribuição de organismos marinhos, ocorrência de restingas com butiazais, singular beleza cênica.


Oportunidades: Pesca artesanal, atividade de ONGs e grupos de pesquisa, turismo ecológico, manejo sustentável de essências nativas (Butiá), APA da Baleia Franca (Eubalaena australis) (Conselho Gestor já formado e Plano de Manejo em elaboração), pesquisa de espécies extremófilas nas áreas impactadas por rejeitos piritosos de carvão mineral, propostas de criação de UCs de uso sustentável em tramitação no IBAMA RESEX Cabo de Santa Marta Grande, (RESEX da Lagoa de Biraquera, RDS Areias da Ribanceira).
Ameaças: Carcinicultura, expansão imobiliária, turismo desordenado, atividade portuária, extração de carvão mineral, poluição urbana e industrial.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Tráfego de Veículos sobre bens protegidos







Praia Grande - Farol de Santa Marta



Motoqueiros, Jipeiros e 4X4 estão destruindo o lugar e ameaçando a segurança de crianças, turistas e familias de pescadores que usam o local.


Relatório da Policia Ambiental de Laguna já foi enviado ao Promotor de Laguna, Rui Vladimir Soares de Souza.



Pelo Decreto nº. 5.300/2004, Art. 18. A instalação de equipamento e uso de veículos automotores, em dunas móveis, ficarão sujeitos ao prévio licenciamento ambiental, que deverá considerar os efeitos dessas obras ou atividades sobre a dinâmica do sistema dunar, bem como à autorização da Secretaria do Patrimônio da União do Planejamento, Orçamento e Gestão quanto à utilização da área de bem de uso comum do povo.















terça-feira, 26 de abril de 2011

Acesse: 1°Encontro Regional de Ativistas Ambientalistas
Farol de Santa Marta 21, 22 e 23 de Abril de 2011





















quarta-feira, 20 de abril de 2011

Encontro Ativistas Ambientalistas


Neste feriado de Páscoa, a renovação da esperança e de respeito a Vida serão pauta do 1º Encontro Regional de Ativistas Ambientalistas.

Se encontrar, conversar e conhecer este cantinho, Farol de Santa Marta, suas belezas e singularidades. Em ação conjunta, buscar soluções e medidas para conservar este espaço e lutar a favor da PRESERVAÇÃO DO BEM MAIOR VIDA.




" Ensinai a vossos filhos que a Terra é a nossa Mãe, dizei a eles que a respeitem, pois tudo o que acontecer a Terra, acontecerá aos filhos da Terra"

(Seattle - 1853 )


Sejam bem Vindos!
Mais : http://encontroativistas.blogspot.com/